quinta-feira, 4 de setembro de 2014

RESUMO GERAL DE LITERATURA

A SEMANA DE ARTE MODERNA E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A RENOVAÇÃO CULTURAL
 Foto: Comissão Organizadora da Semana da Arte  Moderna
Durante os dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, 
em São Paulo uma dezena de jovens artistas 
excêntricos e inquietos realizaram um dos 
mais vigorosos movimentos dentro das artes 
no Brasil. Esse movimento foi marcado 
por suas conferências, concertos, exposição
 de artes plásticas, tendo como palco para
 toda essa batalha, o Teatro Municipal, 
que viu durante essa semana cair toda sua
pompa e seriedade, diante das continuadas vaias de um público muitas vezes
 tão excêntrico quanto os próprios artistas que lá gritavam pela renovação.

Os futuristas - como eram chamados, tomados por forte coragem gritavam
 pelo direito de uma pesquisa estética, e pelo desejo de ver nossa cultura
 numa posição mais privilegiada, podendo manifestar livremente toda a 
consciência criadora nacional. As idéias desses jovens apareceram bastante
 divididas diante de um público nem sempre bem informado acerca das
 inovações que aconteciam lá fora. De um modo geral foi muito restrito
 o público que tomou conhecimento do fato que estava acontecendo 
durante aquela semana, mas os que lá estiveram participaram ativamente
 da manifestação, nem que fosse simplesmente pelo prazer de vaiar.




Embora tenha eclodido em 1922 - semana de arte moderna
 começou bem antes dessa data, pois os primeiros passos no
 sentido de se criar algo que representasse especialmente
 o espírito dos artista brasileiro, tiveram início no ano de
 1912, com a chegada de Oswaldo de Andrade, da França,
 onde em Paris entusiasmara-se desvairadamente com o 
manifesto futurista de Martinetti. Aqui chegando,
 fortalecido pelas experiências européias.




Oswaldo de Andrade, pensou imediatamente em quebrar
 o nosso marasmo com o exemplo dos franceses, e por isso
 mesmo escreveu em versos livres um dos mais ousados
 poemas da época: O último passeio de um tuberculoso
 pela cidade, de bonde obra que infelizmente poucos
 conheceram, uma vez que até os originais foram perdidos
 ou jogados fora. De qualquer forma direta ou indiretamente
 colaborar para uma séria ruptura entre a imitação e criação.


Dois anos, depois, em 1914, Anita Malfati, pintora paulista, 
chega também à sua terra trazendo dentro de si toda a
 estrutura e a força vibrante da pintura alemã, o que
 também não deixou de causar algumas controvérsias
 em torno daquilo que se pretendia buscar. Segundo
 depoimento da própria artista, suas telas foram
 consideradas horríveis, dantescas e sem expressão
 para o público que as viu em exposição. Mas o pior 
ainda não havia acontecido.

Estava reservado para o ano de 1917, quando expõe
 53 trabalhos, considerados por ela como sua melhor
 produção, e duas semanas após a abertura aparece 
pelo Estado de São Paulo, uma crítica violenta 
assinada por Monteiro Lobato, sob o título de 
Paranóia ou Mistificação o suficiente para
 derrubar todo o entusiasmo da jovem artista,
 que acabou voltando para um academicismo disfarçado.

Apesar de todas as críticas e agressões, em São Paulo
 e no Rio, continuavam aparecer manifestações esparças 
que na realidade traduziam toda explosão de uma nova 
geração perdida entre o passado odioso e um futuro
 incerto. Vários outros nomes apareceram, sobretudo
 em São Paulo, onde ganharam destaque Paulo Prado,
 Victo Brecheret, Villa-Lobos, Guiomar Novaes, 
Di Cavalcanti, Menote Del Picchia e de um modo 
todo especial o líder intelectual do movimento
 - Mário de Andrade, sem dúvida alguma um dos
 mais fortes estimulantes de nossa vida intelectual
 que durante muito tempo dividiu mérito com 
Graça Aranha, que abriu a semana com a conferência
 A emoção estética na arte moderna, e que por vários
 anos foi aclamado pelos artistas paulistas e cariocas
 como verdadeiro líder sobretudo depois de ter rompido 
publicamente com a Academia Brasileira de Letras.
 Embora tenha gozado de tão grande prestígio durante 
o movimento de 22, e assumindo a clara posição de líder 
ao lado de Mário de Andrade, o estudioso do Modernismo,
 Mário da Silva Brito, vem mais tarde esclarecer a verdadeira 
posição de cada um, e entregando ao autor de Paulicéia Desvairada
 - título definitivo de Papa do Modernismo, sem contudo
 desmerecer a importante posição do autor de Canaã


Mário de Andrade e Oswald de Andrade


Continuando com os antecedentes da Semana - 
vamos ter ainda em 1917, importantes acontecimentos
 nos meios artísticos, que vieram engrossar as fileiras 
do movimento. Sob o pseudônimo de Mário Sobral, 
(Mário de Andrade) publica seus primeiros poemas
 num livro que chamou Há uma Gota de Sangue em 
Cada Poema - inspirada na tragédia da primeira Grande Guerra Mundial.

Paralelamente aparecem também Guilherme de Almeida
 com o livro de poemas "Nós" e Manuel Bandeira com
 Cinzas das Horas também em versos, enquanto
 Menote Del Picchia pelo jornal Imparcial - 
publica Juca Mulato - poesia. Estava dessa forma 
lançada a mais forte semente de um movimento 
decisivo dentro das artes brasileiras. No ano seguinte (1918)
 novos fatos apareceram, trazendo com eles o grande
 desejo de uma inabalável afirmação cultural. Em 1919,
 retorna ao Brasil o escultor Victor Brecherett, que se
 tornaria mais tarde ao lado de Anita Malfatti e Di Cavalcanti,
 o grande responsável nas artes plásticas. no ano seguinte (1920)
 - novos acontecimentos importantes, principalmente para 
Brecheret que vê seu trabalho sendo publicamente elevado,
 e reconhecido como o símbolo da renovação plástica. 
Não muito distante em 1921, uma reunião na Livraria 
Jacinto Silva, contando com a presença de Oswaldo de Andrade,
 Menote Del Picchia, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida 
e Di Cavalcanti (autor da idéia) - dá origem ao desejo de se 
fazer em São Paulo uma semana de artes, onde todos os novos
 teriam a possibilidade de mostrar ao público aquilo que estava 
fazendo. Tempos depois essa idéia é apresentada ao acadêmico
 Graça Aranha, que se entusiasma e resolve partir para a
 concretização do fato. Por outro lado continuavam chamejante
 as críticas e as polêmicas em torno do passado, derrubando 
os consagrados mestres do passado, e cantando um mundo 
novo e sem limitações dentro da criatividade. Depois de contar
 com a adesão dos artistas cariocas e ter em Graça Aranha 
e Paulo Prado, o prestígio e a ordem financeira.
 Mário e Oswaldo de Andrade parte para a resolução 
final, liderando os mais moços e definindo o grande
 acontecimento cultural para fevereiro de 1922, 
acontecendo ai o maior evento cultural brasileiro: Semana de Arte Moderna.



Trovadorismo
Poesia de melopéia: palavra e música
  • Idade Média / Feudalismo / Teocentrismo
  • Língua: galego-português (português arcaico)
  • Autor principal: Rei D. Dinis (1261-1325)
  • Poesia Lírica
    - Cantiga de amor (eu lírico masculino)
    - Cantiga de amigo (eu lírico feminino)
  • Poesia satírica
    - Cantiga de escárnio (crítica indireta)
    - Cantiga de maldizer (crítica direta)
  • Obras (antologias manuscritas):
    - Cancioneiro da Ajuda
    - Cancioneiro da Vaticana
    - Cancioneiro da Biblioteca Naciona


Humanismo
Transição da idade Média ao Renascimento
  • Crise do Feudalismo e da Igreja
  • Início do Mercantilismo / Grandes Navegações
  • Centralização da política: Absolutismo
  • Revalorização da Antiguidade clássica
  • Dualismo: Teocentrismo / Antropocentrismo
  • Obras importantes:
    - Prosa: Crônicas de Fernão Lopes (D. Pedro; D. Fernando; D. João)
    - Poesia: Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, 1516 (poesia palaciana de "medida velha")
    - Teatro: Gil Vicente (Auto da Barca do Inferno, 1517; Farsa de Inês Pereira, 1523; e mais de 40 outras peças)

Classicismo
Arte do Renascimento
  • Absolutismo / Mercantilismo / Reforma e Contra-Reforma
  • Humanismo / Antropocentrismo / Universalismo / Racionalismo
  • Arte = Mimese (imitação da natureza)
  • Estudo, imitação e emulação dos autores gregos e latinos da Antiguidade
  • Equilíbrio / Harmonia / Senso de proporções
  • Simplicidade / Clareza / Concisão
  • Rigor e perfeição formal
  • Ideal ético-estético: Bem = Beleza
  • Fusionismo: mitologia pagã e cristã
  • Obras magistrais:
    - Os Lusíadas (1572), Camões
    - Rimas (1595), Camões


Barroco
O homem em conflito
  • Apogeu do Absolutismo e da Contra-Reforma
  • Colonialismo
  • Ciclo da cana-de-açúcar
  • Dualismo: Teocentrismo e Antropocentrismo
  • Fusionismo: mitologia pagã e cristã
  • Sinuosidade labiríntica
  • Ornamentalismo (figuração abundante)
    - antítese, paradoxo e oxímoro
    - hipérbato, quiasmo, hipálage, gradação
    - hipérbole e sinestesia
    - aliteração e assonância
    - perífrase, metonímia e metáfora
  • Angústia mística: salvação / perdição
  • Angustia existencial:
    - Vida / morte
    - efemeridade da vida
    - fugacidade do tempo
  • Angustia erótica
    - sensualismo / platonismo
    - corpe diem ("colhe o dia") / pessimismo
  • Cultismo: sensorialismo / descrição
  • Conceptismo: intelectualismo / argumentação
  • Obras portuguesas essenciais:
    - Sermões (1679 a 1748), Pe. Antônio Vieira
  • Obra brasileira fundamental:
    - Obras Completas (1968), Gregório de Matos


Arcadismo
Neoclassicismo do séc. XVIII
  • Despotismo esclarecido
  • Revolução Gloriosa (Inglaterra, 1688)
  • Revolução Industrial (Inglaterra, c. 1760)
  • Independência dos EUA (1776)
  • Revolução Francesa (1789)
  • Inconfidência Mineira (1789)
  • Liberalismo / Iluminismo / Enciclopedismo
  • Ideal clássico: oposição ao Barroco
  • Convencionalismo:
    - aurea mediocritas: equilíbrio / armonia
    - inutilia truncat: concisão / simplicidade / clareza
    - fugere urbem: fugir da cidade
    - locus amoenus: bucolismo
    - pastoralismo: pseudônimos pastoris
    - carpe diem: "aproveita o dia" (de hoje)
  • Obra portuguesa mais importante:
  • Rimas (3 vol., 1791, 1799, 1804), Bocage
  • Obra-primas brasileiras:
    - Obras Poéticas (1768), Cláudio Manuel da Costa
    - O Uraguay (1769), Basílio da Gama
    - Marília de Dirceu (1792), Tomás Antônio Gonzaga


Romantismo
Afirmação da individualidade e da liberdade
  • Guerras napoleônicas
  • Decadência do Absolutismo
  • Independência do Brasil (1822)
  • Liberalismo
  • Individualismo
  • Subjetivismo
  • Sentimentalismo
  • Rebeldia
  • Nacionalismo
  • Naturismo
  • Panteísmo
  • Originalidade / Autenticação / Inspiração / Imaginação
  • Liberdade de expressão
  • Romantismo de evasão
    - Romances históricos:
    - medievalismo (Portugal)
    - indianismo (Brasil)
    - Romances de folhetim:
    - sentimentalismo
    - Poesia do mal do século (byronismo):
    - spleen (tédio / melancolia / egocentrismo
    - culto da noite / escapismo (sonho/morte)
  • Romantismo de oposição:
    - Romance social: problematização da realidade
    - Poesia libertária: condoreirismo
  • Obras portuguesas essenciais:
    - Viagens na Minha Terra (1846) e Frei Luís de Sousa (1844), Almeida Garret
    - Eurico, O Presbítero (1844), Alexandre Herculano
    - Amor de Perdição (1862) e A Queda de um Anjo (1866), Camilo Castelo Branco
    - As Pupilas do Senhor Reitor (1867), Júlio Dinis
  • Obras brasileiras decisivas:
    - Primeiros Cantos (1846), Gonçalves Dias
    - Lira dos Vinte Anos (1853), Álvares de Azevedo
    - Espumas Flutuantes (1870) e Os Escravos (1883), Castro Alves
    - A Moreninha (1844), Joaquim Manuel de Macedo
    - Memórias de um Sargento de Milícias (1854/55), Manuel Antônio de Almeida
    - O Guarani (1857), Iracema (1865), Lucíola (1862), O Gaúcho (1870), O Tronco do Ipê (1871), Til (1872), Senhora (1875), O Sertanejo (1875), José de Alencar
    - A Escrava Isaura (1875), Bernardo Guimarães
    - O Noviço (1853), Martins Pena

Realismo
Retratos da vida como ela é
  • II Revolução Industrial
  • Sociedade burguesa / luta de classes
  • Brasil: crise do II Reinado e do escravismo
  • Racionalismo materialista
    - Evolucionismo
    - (Charles Darwin)
    - Experimentalismo (Claude Bernard)
    - Positivismo (Auguste Comte)
    - Determinismo (Hippolyte Taine)
    - Socialismo científico (Karl Marx)
  • Características gerais:
    - Oposição ao Romantismo: perspectiva crítica
    - Observação e análise objetiva da realidade
  • Correntes literárias:
    - Realismo: análise psicológica
    - Naturalismo: análise patológica / cientificismo / zoomorfismo / estética de feio
    - Expressionismo: deformação e intensificação da realidade
    - Impressionismo: sugestão da realidade por sensações e impressões
    - Parnasianismo (poesia) Arte pela Arte
  • Obras portuguesas selecionadas:
    - Sonetos Completos (1886), Antero de Quental
    - O Livro de Cesário Verde (1887) Cesário Verde
    - A velhice do Padre Eterno (1885) e Os Simples (1892), GuerraJunqueiro
    - O Crime do Pe. Amaro (1875), O Primo Basílio (1878), O Mandarim (1880), A Relíquia (1887), Os Maias (1888), Correspondência de Fradique Mendes (1900), A Ilustre Casa de Ramires (1900), A Cidade e as Serras (1901), A Capital (1925), Eça de Queirós
  • Obras brasileiras selecionadas:
    - Sinfonias (1883), Raimundo Correia
    - Meridionais (1884), Alberto de Oliveira
    - Poesias (1888) e Tarde (1919), Olavo Bilac
    - O Mulato (1881) e O Cortiço (1890), Aluísio Azevedo
    - O Ateneu (1888) , Raul Pompéia
    - Poesias Completas (1900), Histórias sem Data (1884), Várias Histórias (1896), Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1898), D. Casmurro (1900), Esaú e Jacó (1904), Memorial de Aires (1908), Machado de Assis.


Simbolismo
Arte da sugestão
  • Imperialismo (neocolonialismo)
  • Lei Áurea (1888)
  • Proclamação da República: Brasil (1889), Portugal (1910)
  • Características ideológicas:
    - Arte = sugestão
    - Palavra = simbolismo das coisas
    - Poesia = expressão do mistério
    - senso de efemeridade: ser é não-ser
    - anseio de Absoluto; espiritualismo
    - escapismo: sonho, loucura; morte
    - ilogismo
  • Estilo:
    - expressões vagas e insólitas
    - versos nominais / reticências
    - iniciais maiúsculas (universalismo)
    - predomínio da parataxe (coordenação)
    - sensorialismo:
    - musicalidade (aliterações e assonâncias)
    - cromatismo
    - sinestesias (mistura de sensações)
  • Obras portuguesas:
    - Oaristos (1890), Eugênio de Castro
    - Só (1892), Antônio Nobre
    - Crepsidra (1920), Camilo Pessanha
  • Obras brasileiras:
    - Missal (1893), Broquéis (1893), Faróis (1900) e Últimos sonetos (1905), Cruz e Sousa
    - Dona Mística (1899), Kyriale (1902), Pastoral aos crentes do amor e da morte (1923), Alphonsus de Guimaraens


Pré-Modernismo
Literatura Brasileira do início do século XX
  • I Grande Guerra
  • Revolução Bolchevique
  • Brasil: República Velha / Revoltas populares
  • Visão crítica da realidade brasileira
  • Prosa: permanência do Realismo e do Naturalismo
  • Poesia: mescla de Parnasianismo e Simbolismo
  • Experiências precursoras da linguagem modernista na poesia e na prosa
  • Obras:
    - Os Sertões (1902), Euclides da Cunha
    - Triste Fim de Policarpo Quaresma (1915), Lima Barreto
    - Urupês (1918), Monteiro Lobato
    - Eu (1912), Augusto dos Anjos


Modernismo
Arte de vanguarda
  • Ascensão nazi-fascista
  • Crise da Primeira República Portuguesa
  • Tenentismo e Coluna Prestes (Brasil)
  • Vanguardas Artísticas: Cubismo, Futurismo, Expressionismo, Dadaísmo
  • Características gerais:
    - modernidade: velocidade / máquina
    - fragmentação / pluriperspectivismo / simultaneísmo
    - verso livre / coloquialismo
    - transgressão gramatical
    - prosaísmo (poesia do cotidiano)
    - poema-piada: humor / ironia / paródia
    - poema-pílula (composição curtíssima)
    - nacionalismo (primitivismo) / cosmopolitismo
  • Obras portuguesas essenciais:
    - Mensagem (1934), Poesias de Fernando Pessoa (1942), Poesias de Álvaro de Campos (1944), Poemas d Alberto Caeiro (1946) e Odes de Ricardo Reis (1946), Fernando Pessoa
    - Dispersão (1914) e A Confissão de Lúcio (1914), Mário de Sá Carneiro
  • Obras-primas brasileiras:
    - Paulicéia Desvairada (1922), Macunaíma (1928), Lira Paulistana (1946) e Cantos Novos (1947), Mário de Andrade
    - Memórias Sentimentais de João Miramar (1924), Manifesto da Poesia Pau-Brasil (1924) Pau-Brasil (1925), Primeiro Caderno do Aluno de Poesia Oswald de Andrade (1927), Manifesto Antropófago (1928) e Serafim Ponte Grande (1933), Oswald de Andrade
    - Estrela da vida inteira (poesia completa, 1917 - 1966), Manuel Bandeira
    - Martim Cererê (1928), Cassiano Ricardo
    - Cobra Norato (1931), Raul Bopp
    - Brás Bexiga e Barra Funda (1927), Antônio de Alcântara Machado


2º Modernismo
Entre a introspecção e a consciência social
  • II Guerra Mundial
  • Estado Novo: ditadura salazarista (Portugal), e getulista (Brasil)
  • Existencialismo e Marxismo
  • Surrealismo e Realismo Socialismo
  • Características gerais:
    - Neo-Simbolismo: exploração do inconsciente
    - Neo-Realismo: engajamento político-social
  • Obras portuguesas significativas:
    - Poemas de Deus e do Diabo (1925) e Jogo da Cobra-Cega (1934), José Régio
    - Bichos (1940), Miguel Torga
    - O Barão (s.d.), Branquinho da Fonseca
    - O Selva (1930), Ferreira de Castro
    - O Homem Disfarçado (1957), Fernando Namora
  • Obras brasileiras fundamentais:
    - Nova Reunião (poesia quase completa, contendo 19 livros, 1930 - 1983), Carlos Drummond de Andrade
    - Invenção de Orfeu (1952), Jorge de Lima
    - História do Brasil (1932), A Poesia em Pânico (1938) e O Visionário (1941), Murilo Mendes
    - Viagem (1939), Vaga Música (1942), Mar Absoluto (1945) e Romanceiro da Inconfidência (1953), Cecília Meireles
    - Novos Poemas (1938), Cinco Elegias (1943) e Poemas, Sonetos e Baladas (1946), Vinícius de Moraes
    - Menino de Engenho (1932) e Fogo Morto (1943), José Lins do Rego
    - S. Bernardo (1934), Angústia (1936), Vidas Secas (1938) e Memórias de Cárcere (1953), Graciliano Ramos
    - Jubiabá (1935), Terras do Sem-Fim (1942) e Velhos Marinheiros (1961), Jorge Amado
    - O Amanuense Belmiro (1937), Cyro dos Anjos


3º Modernismo
Pós-Modernismo: dispersão de correntes artísticas
  • Guerra Fria
  • Portugal: ditadura salazarista
  • Brasil: populismo e ditadura militar
  • Construtivismo
  • Poesia Concreta
  • Regionalismo Universalista
  • Prosa epifânica
  • Realismo Mágico
  • Obras portuguesas importantes:
    - Aparição (1959), Vergílio Ferreira
    - A Sibila (1953), Agustina Bessa-Luís
    - O Delfim (1960), José Cardoso Pires
    - Memorial do Convento (1982), História do Cerco de Lisboa (1989), José Saramago
  • Obras brasileiras escolhidas:
    - Obra Completa (reunindo 20 livros de poesia, 1942 - 1994), João Cabral de Melo Neto
    - Toda Poesia (1950 - 1980), Ferreira Gullar
    - Poesia Pois É Poesia (1950 - 1975), Décio Pignatari
    - Xadrez de Estrelas (percurso textual, 1949 - 1974), Haroldo de Campos
    - Poesia (1949 - 1979), Augusto de Campos
    - Novolume (1963 - 1997), Rubens Rodrigues Torres Filho
    - Sagarana (1946), Corpo de Baile (1956. Obra depois dividida em três volumes: Manuelzão e Miguilim; No Urubuquaquá, no Pinhém; Noites do Sertão), Grande Sertão: Veredas (1956), Primeira Estórias (1962) e Tutaméia (1967), João Guimarães Rosa
    - Vestido de Noiva (1943), Nelson Rodrigues
    - Perto do Coração Selvagem (1944), Laços de Família (1960), A Paixão Segundo G. H. (1964) e A Hora da Estrela (1977), Clarice Lispector.
           http://www.colegiodinamico.com.br/literatura.html








sábado, 9 de agosto de 2014

FIGURAS DE LINGUAGEM

Figuras de Linguagem

Figuras de linguagem são recursos de expressão, utilizados por um escritor, com o objetivo de ampliar o significado de um texto literário ou também para suprir a falta de termos adequados em uma frase. É um recurso que dá uma grande expressividade ao texto literário.
As mais comuns são: metáfora, comparação, metonímia, antítese, paradoxo, personificação (ou prosopopeia), hipérbole, eufemismo, ironia, elipse, zeugma, pleonasmo, polissíndeto, assíndeto, onomatopeia, anáfora, sinestesia, gradação e aliteração.

Metáfora

A metáfora é um tipo de comparação, mas sem os termos comparativos (tal comocomosão comotanto quanto, etc). Na metáfora, a comparação entre dois elementos está implícita, trazendo uma relação de semelhança entre eles. Exemplo:
Tempo é dinheiro.
Percebemos neste exemplo a relação implícita, onde o tempo é tão valoroso quanto o dinheiro, por isso ele é colocado como semelhante à moeda.

Comparação

A comparação consiste na aproximação entre dois objetos por meio de uma característica semelhante entre eles, dando a um as características do outro. Difere da metáfora porque possui, obrigatoriamente, termos comparativos. Em suma, é uma comparação explícita. Exemplo:
Tempo é como dinheiro.
Neste exemplo vemos o principal definidor de uma comparação: a palavra como traz explicitamente a ideia de que o tempo é valoroso como o dinheiro.

Metonímia

É a substituição de uma palavra por outra sendo que, entre ambas, há uma proximidade de sentidos, uma relação de implicação. Exemplos:
  • Não leu Machado de Assis.
  • Não leu a obra de Machado de Assis.
Vemos no exemplo que a obra de Machado de Assis foi substituída só pelo nome do autor. A metonímia consiste nessa substituição de palavras, dando o mesmo sentido a uma frase. A seguir, outro exemplo que reforça essa substituição:
  • cozinha italiana é maravilhosa!
  • comida italiana é ótima.

Antítese

A antítese consiste no uso de palavras, expressões ou ideias que se opõem. Exemplo:
Soneto da Separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
Vinícius de Moraes
Neste soneto vemos claramente a antítese por trás da temática da separação amorosa: o que antes era riso trouxe lágrimas com a separação; as bocas unidas pelo beijo no amor se separam como a espuma que se espalha e se dissolve. A oposição de sentimentos e atos forma claramente a antítese.

Paradoxo

Paradoxo é a presença de elementos que se anulam numa frase, trazendo à tona uma situação que foge da lógica. Exemplo:
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
Luís de Camões
A situação do paradoxo aqui é clara: os elementos marcados se anulam, trazendo uma série de questionamentos. Como pode uma ferida, algo que causa dor física, não ser sentida? Como o contentamento, que causa felicidade, pode ser descontente? Como a dor pode não doer? Vemos claramente a fuga da lógica.

Personificação (ou prosopopeia)

A personificação, também chamada prosopopeia, consiste na atribuição de características humanas, como sentimentos, linguagem humana e ações do homem, a coisas não-humanas. Exemplo:
Congresso Internacional do Medo
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro.
Carlos Drummond de Andrade
Neste exemplo, o medo, uma sensação, é transformado em pai e companheiro, algo que só é atribuído a um ser humano.

Hipérbole

Esta figura de linguagem consiste no emprego de palavras que expressam uma ideia de exagero de forma intencional. Exemplo:
Ela chorou rios de lágrimas.
Chorar rios remete a um choro contínuo, exagerado e o termo rios vem para enfatizar a ideia de que foi um choro intenso.

Eufemismo

O eufemismo ocorre quando utilizamos palavras ou expressões que atenuam e substituem outras que produzem um efeito desagradável e chocante. Exemplos:
  • Faltei com a verdade ao dizer que fui à igreja.
  • Menti ao dizer que fui à igreja.
A expressão e o impacto negativo que a palavra menti traz é ""suavizado" ao dizer que "faltei com a verdade".

Ironia

É a expressão de ideias com significado oposto ao que se realmente pensa ou acredita. Exemplo:
Moça linda, bem tratada,
Três séculos de família,
Burra como uma porta:
Um amor!
Mário de Andrade
O trecho é o exemplo claro de ironia: a moça é descrita como, bonita e bem tratada, tradicional, conservadora (é de família) e burra. O destaque em "um amor", apoiando-se na descrição da moça, mostra que ela, ao contrário de ser esse "amor de pessoa", é, na verdade, alguém sem atrativos, sem graça.

Elipse

Temos elipse quando, em um texto, alguns elementos são omitidos sem ocasionar a perda de sentido, uma vez que as palavras omitidas ficam subentendidas através do contexto. Exemplos:
  • Ela está passando mal! Depressa, um médico!
  • Ela está passando mal! Depressa, chamem um médico!
Na primeira frase temos a elipse ao vermos que a palavra chamem está escondida. Não é necessário colocá-la e não há perda de sentido, porque mesmo sem ela entendemos que é necessário chamar um médico depressa porque ela está passando mal.

Zeugma

É parecido com a elipse, no entanto, só podemos identificar desta forma esta figura de linguagem quando há omissão de algo que já foi expresso no texto. Sabemos que o termo foi omitido porque já foi apresentado. Exemplo:
Canção do Exílio
Nosso céu tem mais estrelas
Nossas várzeas tem mais flores
Nossos bosques tem mais vida
Nossa vida mais amores
Gonçalves Dias
Neste trecho vemos a omissão da palavra tem no último trecho. Não foi necessário o emprego dessa palavra para entender que a vida tem mais amores, pois já houve repetição da palavra nos outros versos.

Pleonasmo

Repetição de uma ideia por meio de outras palavras. É utilizado como forma de ênfase e, além de ser figura de linguagem, é classificada como vício. A diferença entre a figura de linguagem e o vício de linguagem é simples: para ser figura de linguagem, o pleonasmo vem de forma intencional, para dar mais expressividade no texto, enquanto no vício vem como uma repetição não intencional e desnecessária. Exemplo:
Quando hoje acordei, ainda fazia escuro
(Embora a manhã já estivesse avançada).
Chovia.
Chovia uma triste chuva de resignação
Como contraste e consolo ao calor tempestuoso da noite.
Manuel Bandeira
A repetição proposital de Manuel Bandeira ao dizer que "chovia uma chuva" intensifica a ideia de que estava chovendo.

Polissíndeto

Consiste na repetição de conjunções para garantir um texto mais expressivo. Exemplo:
O olhar para trás
E o olhar estaria ansioso esperando
E a cabeça ao sabor da mágoa balançada
E o coração fugindo e o coração voltando
E os minutos passando e os minutos passando...
Vinícius de Moraes
A conjunção e vem para caracterizar o polissíndeto, trazendo ações e sensações que ocorrem de forma contínua e rápida.

Assíndeto

O assíndeto ocorre quando há omissão das conjunções. Exemplo:
Morte no avião
Acordo para a morte.
Barbeio-me, visto-me, calço-me.
Carlos Drummond de Andrade
A conjunção geralmente é substituída por vírgula, como no exemplo.

Onomatopeia

Temos onomatopeia quando há o uso de palavras que reproduzem os sons de seres vivos e objetos. É mais comum em história em quadrinhos.

Anáfora

Consiste na repetição de palavras ou expressões com o objetivo de enfatizar uma ideia. Exemplo:
Elegia Desesperada
Tende piedade, Senhor, de todas as mulheres
Que ninguém mais merece tanto amor e amizade
Que ninguém mais deseja tanto poesia e sinceridade
Que ninguém mais precisa tanto de alegria e serenidade
Vinícius de Moraes

Sinestesia

A sinestesia traz textos que expressam as sensações humanas, com o cruzamento de palavras referentes aos cinco sentidos. Exemplo:
Recordação
Agora, o cheiro áspero das flores
leva-me os olhos por dentro de suas pétalas
Cecília Meireles
Aqui, vamos uma característica do olfato (cheiro) misturada com outra do tato (áspero).

Gradação

Nesta figura as ideias aparecem de forma crescente ou decrescente dentro de um texto. Exemplo:
Meia noite em ponto em Xangai
A mulher foi-se encolhendo, agarrada aos braços da poltrona. Cravou o olhar esgazeado no retângulo negro do céu. Encolheu-se mais ainda, cruzando os braços. Limpou as mãospegajosas no brocado da bata. Susteve a respiração.
Lygia Fagundes Telles
Aqui a gradação crescente vem trazendo uma ideia da sensação do medo que vai aumentando.

Aliteração

Consiste na repetição de consoantes em uma sequência de palavras, trazendo um texto com um efeito sonoro. Confira um exemplo no trecho da música Chove Chuva de Jorge Ben Jor:
Chove, chuva, chove sem parar
Neste caso, o ch repetido vem para dar a sonoridade da chuva, além de dar ritmo à música de Jorge Ben Jor.
http://rachacuca.com.br/educacao/portugues/figuras-de-linguagem/

domingo, 3 de agosto de 2014

PRINCIPAIS CONCEITOS DA VANGUARDA EUROPEIA

CONCEITOS:

1.       O MODERNISMO
A ideia de modernismo, pragmaticamente falando, surge da ideia de criar novos mecanismos/objetos/ utensílios capazes de facilitar a vida da população média. População esta que vem de um trauma recente, as longuíssimas jornadas de trabalho que precisavam enfrentar para manter sua subsistência nos séculos XVIII e XIX.
Com esse anseio de ter uma vida facilitada é que se inicia o avanço tecnológico. A população projetora, com este avanço, ter um tempo maior de lazer, uma vida mais tranqüila, forma-se uma meta, um objetivo de vida. Um sonho comum a grande parte da população mundial, e o que traduz muito bem este anseio é a tentativa de criação de robôs que substituíam os humanos em suas atividades cotidianas. Esse é o chamado Projeto Moderno.
Já com relação às diversas artes, o que vem quebrar/romper estilos artísticos vigentes (anteriormente pensava-se “na sabedoria do passado que repousava a idade de ouro da humanidade, com iluminismo”). Surgem-se escolas com propostas novas e completamente inovadoras como é o caso do dadaísmo ou do surrealismo.
2.       O MODERNO
O moderno é um conceito experimentado pela cultura ocidental. Segundo Hans Ulrich Gumbrecht, a modernidade e a modernização correspondem a uma sobreposição desordenada de uma série de conceitos diferentes.
Pode-se dividir a transformação do conceito de moderno em cinco momentos. Em um primeiro momento, o conceito de moderno está calcado nos juízos de valor do senso comum, significando atual e bom. Esse primeiro conceito compactua de um sentido técnico da própria etmologia da palava, que vem do latim ''modernus'', significando limite da atualidade. Tal limite, segundo Hans Robert Jauss, é exclusivo à atualidade histórica do presente.
No século XII, o conceito de moderno entra em seu segundo momento, como sinônimo de aperfeiçoamento. O que é novo se torna um realce do que é antigo, fazendo com que este consiga sobreviver àquele.
O terceiro momento tem-se o Renascentismo do século XV, representado pela restauração do antigo, a fim de exprimir o caráter perfeito das coisas. É nesse momento que se aplica o pensamento de Jauss acerca do limite da atualidade, de modo a esclarecer que o presente não representa o novo sempre, como se isso lhe fora um direito natural. Um dia o presente será o passado e assim a modernidade um dia se transformaria em antiguidade.
No quarto momento, Charles Perrault traz um fim ao ideal renascentista de perfeição. Durante esse momento, coexistem dois partidos intelectuais, pertencentes principalmente iluminismo: os modernos, que acreditam no progresso com base na ciência e na filosofia; e os anciãos apreciadores do valor atemporal da antiguidade. É com os modernos que o conceito de moderno surge pela primeira vez como designador de um movimento, segundo o qual se acredita que cada época tem seus próprios costumes e olhares para a realidade. Distinguem-se duas naturezas para o que seria o belo: algo universal, que consiga transcender o tempo (beauté universelle) e algo presente e mutável no transcorrer das épocas (beau relatif).
O quinto momento é consagrado pelos chamados ''novos iluministas'', que creem no caráter futurista do moderno, que agora é sinônimo de algo bom, novo e autossuficiente. Nesse período, o moderno não se distancia do velho, mas sim do que é clássico.
3.       A MODERNIDADE
Para Baudelaire a dualidade da arte é consequência da dualidade do homem, pois existem varias formas de se vê o belo em varias obras de arte. Baudelaire comenta que para decifrar as mudanças sem precedentes ocorridas no cenário urbano, acarretadas pela revolução industrial é uma tarefa difícil e que só pode ser feita por um herói. Ser herói da modernidade significa entender de que forma os personagens apreende as informações, as novas situações da vida nas grandes cidades. A modernidade esta na forma de como se entende a realidade das coisas, dos fatos e da necessidade de se distanciar do passado como se o passado não fosse uma semente do presente. A modernidade, portanto, pode ser entendida como uma entidade, onde o contexto e o herói se fundem para dar sentido ao que chamamos de modernidade.
Segundo Walter Benjamin, o homme dês foules ou multidões humanas como alguém que busca algo e não que é tomado por fascinações repentinas por um indivíduo. Já flâneur “o boêmio” não procura algo específico, ele não está atrás de nada.
Baudelaire compara a forma de apreensão do mundo de seu homme du monde (mudo do homem)com o estado de um convalescente ou de uma criança dotada de razão para quem as menores sensações são recebidas com grande surpresa e entusiasmo, ele aguça os sentidos de seu observador munindo-se de uma curiosidade sensorial que gera como que uma hiperestesia.
Baudelaire defende que o espaço do herói moderno não está vago, uma vez que este herói não é ausente, falso e nem padece de uma descrição vaga. É sim, um herói verdadeiramente moderno, na medida em que é construído da mesma matéria e com a mesma estrutura lógica da modernidade.
O aponta 5 elementos que delineiam o conceito de modernidade.
1.        A valorização do presente corresponde ao caráter transitório e fugido, à parcela de bela contida na ideia do belo e sua consequência aproximação com a ideia do Zeitgeist.
2.        O pintor de costumes como o herói da modernidade por oposição à condição de isolamento do artista na modernidade. Isolado, o herói contribui para o caráter elitista dos Movimentos Modernistas.
3.        A modernidade enquanto natureza da relação entre o herói moderno e o seu contexto.
4.        A presença da “humanidade” compreendida como imperfeição assegurando a acessibilidade da experiência estática.
4. O FUTURISMO
Os futuristas saúdam a era moderna, aderindo entusiasticamente à máquina. O poeta italiano Marinetti disse: “o esplendor do mundo enriqueceu-se com uma nova beleza: a velocidade.”. Ele estava se referindo ao automóvel. Principais artistas: Giacomo Balla, Carlo Carra, Umberto Boccioni, etc.

        5. IMPRESSIONISMO

Foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu início às grandes tendências do século XX. O nome do movimento é derivado da obra Impressão, Nascer do Sol (1872), de Claude Monet. Os autores impressionistas não mais se preocupavam com os preceitos do Realismo ou da academia. A busca pelos elementos fundamentais de cada arte levou os pintores impressionistas a pesquisar a produção pictórica não mais interessados em temáticas nobres ou no retrato fiel da realidade, mas em ver o quadro como obra em si mesma. A luz e o movimento utilizando pinceladas soltas tornam-se o principal elemento da pintura, sendo que geralmente as telas eram pintadas.
Principais características deste movimento:
a)        A pintura deve mostrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz do sol num determinado momento, pois as cores da natureza mudam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol;
b)       As figuras não devem ter contornos nítidos;
c)        As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam. O preto jamais é usado em uma obra impressionista plena;
d)       Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares. Assim um amarelo próximo a um violeta produz um efeito mais real do que um claro-escuro muito utilizado pelos academicistas no passado. Essa orientação viria dar mais tarde origem ao pontilhismo e
e)        As cores e tonalidades não devem ser misturadas e sim puras.
Entre os principais expoentes do Impressionismo estão Claude Monet, Edgar Degas e Renoir.

6.       EXPRESSIONISMO
O Expressionismo é a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, “expressando” sentimentos humanos. Utilizando cores irreais, dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria humana, à prostituição. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento. Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais. Corrente artística concentrada especialmente na Alemanha entre 1905 e 1930. Principais características deste movimento:
a)        Pesquisa no domínio psicológico;
b)       Cores resplandecentes, vibrantes, fundidas ou separadas;
c)        Dinamismo improvisado, abrupto, inesperado;
d)       Pasta grossa, martelada, áspera;
e)        Técnica violenta: o pincel ou espátula vai e vem, fazendo e refazendo, empastando ou provocando explosões e
f)        Preferência pelo patético, trágico e sombrio.

Principais artistas são: Paul Gauguin, Paul Cézanne, Vicent Van Gogh  Toulouse-Lautrec, Munch e Paul Klee.

          7. CUBISMO
Originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas. O pintor cubista tenta representar os objetos em três dimensões, numa superfície plana, sob formas geométricas, com o predomínio de linhas retas. Não representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. Representa-os como se movimentassem em torno deles, vendo-os sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendo todos os planos e volumes.
Principais características deste movimento:
a) Geometrização das formas e volumes;
b) Renúncia à perspectiva;
c) O claro-escuro perde sua função;
d) Representação do volume colorido sobre superfícies planas;
e) Sensação de pintura escultórica;
f) Cores austeras, do branco ao negro passando pelo cinza, por um ocre apagado ou um castanho suave.
Principais artistas são: Pablo Picasso, Georges Braque e Tarsila do Amaral.

8.       DADAÍSMO
O movimento Dadá (Dada) ou Dadaísmo foi uma vanguarda moderna fundada     em Zurique, em 1916, por um grupo de escritores e artistas plásticos.
 É caracterizado pela oposição a qualquer tipo de equilíbrio, pela combinação de pessimismo irônico e ingenuidade radical, pelo ceticismo absoluto e improvisação. Enfatizou o ilógico e o absurdo. Entretanto, apesar da aparente falta de sentido, o movimento protestava contra a loucura da guerra. Assim, sua principal estratégia era mesmo denunciar e escandalizar.

        9. SURREALISMO

Foi por excelência a corrente artística moderna da representação do irracional e do subconsciente. Suas origens devem ser buscadas no dadaísmo e na pintura metafísica de Giorgio De Chirico. Principais artistas: Salvador Dali e Joan Miro.