segunda-feira, 10 de agosto de 2015

MODO SUBJUNTIVO

Dentre as flexões relacionadas aos verbos figuram-se as de modo, conjugadas aos tempos que a elas se relacionam.

Desta feita, ao nos referirmos ao tempo subjuntivo, o mesmo é caracterizado por uma incerteza, uma probabilidade em relação ao fato verbal. Como por exemplo:
Caso eu tenha que chegar um pouco mais cedo, avise-me.
Teria condições de realizar um trabalho, se tivesse planejado melhor.



Referindo-nos aos seus respectivos tempos, destacam-se: presente, pretérito imperfeito e futuro, dentre os quais se pautam por apresentar algumas formas fixas de construção. Às quais enfatizaremos a seguir, tendo como suporte o verbo cantar:
Presente
Pretérito Imperfeito
Futuro
Que eu cante
Se eu cantasse
Quando eu cantar
Que tu cantes
Se tu cantasses
Quando tu cantares
Que ele cante
Se ele cantasse
Quando ele cantar
Que nós cantemos
Se nós cantássemos
Quando nós cantarmos
Que vós canteis
Se vós cantásseis
Quando vós cantardes
Que eles cantem
Se eles cantassem
Quando eles cantarem


Em se tratando do modo imperativo, este indica uma ordem, expressa um pedido, retrata um conselho, caracterizando a ação verbal. Como podemos conferir adiante:
Alunos, tragam-me o histórico escolar com urgência.
Não faças isto, pode ser arriscado e perigoso.

O modo imperativo apresenta-se sob duas formas – a afirmativa e a negativa, cuja forma correta sobre como conjugá-las evidencia-se a seguir:

Afirmativo
Negativo
Canta tu
Não cantes tu
Cante você
Não cante você
Cantemos nós
Não cantemos nós
Cantai vós
Não canteis vós
Cantem vocês
Não cantem vocês
Portanto, sempre que houver um verbo indicando dúvida ou possibilidade, haverá uma incidência do modo subjuntivo, que se difere em muito do modo indicativo, já que este é um modo verbal que expressa um fato ou uma certeza.

O modo subjuntivo é empregado em orações subordinadas quando essas expressam sentimento, hipótese, probabilidade ou incerteza. Observe os exemplos:
Talvez eu  à escola amanhã.
Se eles partirem no primeiro voo da manhã, talvez consigam chegar ao destino ainda hoje.
Se eu contasse minha história, ninguém acreditaria.

Você observou que, quando os verbos estão empregados no modo subjuntivo, transmitem uma ideia de possibilidade, nunca de certeza? Outra característica desse modo verbal pode ser percebida: sua extrema dependência com outro verbo justamente por estar expresso em orações subordinadas que conferem sentido à ação verbal.
                                                                                                          
A seção com a qual você se depara neste momento diz respeito às orações coordenadas e orações subordinadas. Pois bem, sem nenhuma dúvida, tal fato linguístico o (a) faz relembrar algo: período composto.
1.      Ela chegou e apresentou as novas ações a serem executadas.
       Em termos de construção sintática, não precisamos ir muito além para constatarmos que as duas orações não mantêm entre si nenhuma relação de dependência para que se tornem decifráveis, completas. Isso significa dizer que se classificam como orações coordenadas.

2.      Assim que ela chegou, apresentou as novas ações a serem executadas.
      Em se tratando dos elementos sintáticos, não podemos afirmar que tais orações se assemelham às coordenadas, haja vista que a primeira oração (assim que ela chegou) apresenta uma relação de dependência para com a segunda – o que significa afirmar que se classificam como orações subordinadas.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

RESUMO DAS CLASSES GRAMATICAIS

Classes de Palavras
As palavras exercem funções diferentes nas orações e, por isso, apresentam classificações diferentes. Cabe a Morfologia estudar e classificá-las. As classes de palavras (ou classes gramaticais), como são chamadas, podem ser dos seguintes tipos:
·         Adjetivo: os adjetivos caracterizam os substantivos;
·         Advérbio: os advérbios modificam verbos, adjetivos e até mesmo outros advérbios;
·         Artigo: os artigos indicam o gênero e a quantidade de um substantivo, além de substantivar palavras de outras classes gramaticais;
·         Conjunção: as conjunções atuam na ligação das orações, sejam elas coordenadas ou subordinadas;
·         Interjeição: as interjeições exprimem sentimentos e emoções;
·         Numeral: os numerais indicam ordens, frações, quantidades e multiplos;
·         Preposição: as preposições criam relações entre as palavras e as conectam entre si;
·         Pronome: os pronomes determinam a pessoa do discurso além de acompanhar ou substituir um substantivo;
·         Substantivo: os substantivos designam seres, objetos, ações, estados e qualidades;

·         Verbo: os verbos indicam dinâmica, através das ações e estados.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

DEZ CLASSES GRAMATICAIS


DEZ CLASSES GRAMATICAIS
1. SUBSTANTIVO
Dá nome aos seres em geral.
Classificam-se em:
COMUNS: livro, árvore, país, jornal,teatro.
PRÓPRIOS: Laura, Brasil, Rio de Janeiro, Amazonas.
CONCRETOS: cadeira, fruta, saci.
ABSTRATOS: Briga, Alegria, saúde, coragem.
SIMPLES: maçã, dentista, pé, moleque.
COMPOSTOS: banana-maçã, pé-de-moleque.
PRIMITIVOS: flor, dente,mata, pedra,jornal.
DERIVADOS: florista, dentista, pedreira.
COLETIVOS: constelação, manada.

2. ARTIGO
Acompanha o substantivo, determinando-o. Exemplo: Uma gentil recepcionista deu-me as informações.
Dividem-se em:
Definidos: o, a, os, as.
Indefinidos: um, uma, uns, umas.

3. ADJETIVO
Informa características ou qualidades do substantivo.
EXEMPLOS:
Gostamos de suas esclarecedoras palavras.
Este é um assunto emocionante.
LOCUÇÃO ADJETIVA: é a expressão que tem valor de um adjetivo.
EXEMPLOS: Estudo no período noturno. (noturno= adjetivo)
                      Estudo no período da noite. ( locução adjetiva)

4. PREPOSIÇÃO:
É a palavra que liga dois termos entre si. (a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sobre, sob, trás...)
EXEMPLOS: Viajou de ônibus.
                    Vivem em paz aqui.

5. NUMERAIS
Numeral é uma palavra que costuma acompanhar o substantivo, indicando quantidade, ordem, divisão e multiplicação.
            Os numerais dividem-se em:
CARDINAIS - indicam a quantidade exata dos seres: um, dois. Três...
ORDINAIS – indicam a posição que os seres ocupam numa determinada seqüência: primeiro, quinto...
MULTIPLICATIVOS – indicam a quantidade multiplicada: duplo, triplo...
FRACIONÁRIOS – indicam a divisão da quantidade: um terço, um meio...
EXEMPLOS:
Li três livros. (cardinal)
Conquistou o quarto lugar. ( ordinal)
Passou por aqui hoje o triplo de veículos. (multiplicativo)
Só fiz um quinto da prova. (fracionário)

          
6. PRONOME:
Palavra que acompanha ou substitui o substantivo.
EXEMPLOS: Este apartamento é novo; aquele é reformado. (Este acompanha o substantivo apartamento, e aquele substitui.)
·PESSOAL: Já me falaram do filme. (retos: eu,tu,ele,ela,nós,vós,eles,elas. Oblíquos: me, mim,te, ti contigo,se,si,consigo,lhe,o,a,nos,conosco,convosco,vos...)
·POSSESSIVO: Respeitamos tuas idéias. (meu, teu, seu, nosso, vosso,seu...)
·DEMONSTRATIVO: Você já conhecia esta revista? (este, esse, aquele, isto, isso, aquilo, mesmo, próprio,tal, semelhante, a,o,as,os...)
INDEFINIDO: Você vai enfrentar alguns problemas aqui. (algum, nenhum, mais, menos, muito,pouco, tudo, nada,algo,alguém,ninguém,certos,diversos,vários,tanto,quanto,tal,qualquer,cada um, quem, outro, fulano, sicrano, todo aquele que, seja quem for...)
·INTERROGATIVO: Qual é a razão de sua revolta? (quem, que,qual,quanto...)
·RELATIVO: Expôs-me o problema que o preocupava. (quem, que, qual,cujo,onde,quanto...)

7. VERBO:
Palavra que indica ação, estado, ou fenômeno da natureza.
EXEMPLOS:
Acelerou o carro e saiu. (ações)
Está doente e ficará acamada alguns dias. ( estados)
Chovia e relampejava muito. ( fenômenos da natureza)

8. CONJUNÇÃO
Palavra que liga:
Duas palavras na mesma oração: O trem e o metrô são transportes de massa. / Perdeu os livros e os cadernos..
Duas orações entre si: Foram até o Palácio, mas o governador não os atendeu. / Todos se levantaram quando o presidente chegou    
EXEMPLOS: ( e, mas, todavia,pois, logo,se, que, quando,ou, porque, a fim de que, conforme, embora, à medida que...)

9. INTERJEIÇÃO:
Palavra que expressa uma emoção.
EXEMPLOS: Céus! Essa menina sabe tudo!
                   Coitado! Sobrou tudo para você fazer?
10. ADVÉRBIO:
Palavra que modifica o sentido do:
·         Verbo: Paula criticou-me duramente.
·         Adjetivo: Seu estado de saúde é bastante delicado.
·         Advérbio: O orador discursou muito bem.
LOCUÇÃO ADVERBIAL:
É a expressão que indica alguma circunstância(de tempo, de lugar, de modo...)
EXEMPLOS: Fale tudo às claras. ( de modo)
                   A polícia observava à distância. ( de lugar)


 Retirado do Blog da Professora Kátia Fraitag – Língua Portuguesa – Gramática básica




segunda-feira, 13 de outubro de 2014

EXPLICAÇÕES SOBRE "O MITO DA CAVERNA '- PLATÃO

E agora, deixa-me mostrar, por meio de uma comparação, até que ponto nossa natureza humana vive banhada em luz ou mergulhada em sombras. Vê! Seres humanos vivendo em um abrigo subterrâneo, uma caverna, cuja boca se abre para a luz, que a atinge em toda a extensão. Aí sempre viveram , desde crianças, tendo as pernas e o pescoço acorrentados, de modo que não podem mover-se, e apenas vêem o que está à sua frente, uma vez que as correntes os impedem de virar a cabeça. Acima e por trás deles, um fogo arde a certa distância e, entre o fogo e os prisioneiros, a uma altura mais elevada, passa um caminho. Se olhares bem verás uma parede baixa que se ergue ao longo desse caminho, como se fosse um anteparo que os animadores de marionetes usam para esconder-se enquanto exibem os bonecos.
[…] Pois esses seres são como nós. Vêem apenas suas próprias sombras, ou as sombras uns dos outros, que o fogo projeta na parede que lhes fica à frente.”
Platão, República, Livro 7
Platão (c.428-348 a.C.) não achava que este era o melhor dos mundos. É uma espécie de prisão, escreveu ele, onde estamos trancafiados em escuridão e sombras. Mas além dessa prisão reside um brilhante e esperançoso mundo de verdades que ele chamou de idéias ou ideais, e é por isso que chamamos essa doutrina de idealismo.
Sócrates compara nosso mundo cotidiano a um “abrigo subterrâneo”, uma caverna onde somos mantidos acorrentados. À nossa frente ergue-se uma parede e atrás de nós, uma fogueira. Incapazes de virar a cabeça, vemos somente as sombras projetadas na parede pelo fogo. Nada conhecendo além disso, naturalmente tomamos essas sombras por “realidade”. Os seres humanos, nossos companheiros, assim como todos os objetos da caverna, para nós não passam de sombras; não têm, para nós, outra realidade além dessa.
Mas se pudéssemos nos libertar das correntes, se pudéssemos ao menos nos virar para a entrada da caverna, poderíamos constatar o nosso erro. A princípio, a luz direta nos seria dolorosa e perturbadora. Porém, logo nos adaptaríamos e começaríamos a perceber as pessoas e objetos reais, que só conhecíamos em forma de sombras. Mesmo assim, devido ao hábito, nos agarraríamos às sombras, ainda acreditando que elas fossem reais, e suas fontes, apenas ilusões. Mas se fossemos tirados da caverna para a luz, cedo ou tarde chegaríamos à visão correta das coisas e lamentaríamos nossa antiga ignorância.
Nossas mentes estão escravizadas a imitações que nós, desta maneira, confundimos com a realidade. Somos prisioneiros em uma caverna filosófica.
“no mundo do conhecimento, a idéia do bem aparece por último e é percebida apenas com esforço; mas, quando percebida, torna-se claro que ela é a causa universal de tudo que é bom e belo, o criador da luz e o senhor do sol neste mundo visível.”
É uma alegoria para o mundo ilusório das aparências em que estamos aprisionados.
Se Vs. quiserem conhecer uma excelente versão literária atual do MITO DA CAVERNAleiam o belíssimo romance de José Saramago, onde o “shopping center” é apresentado como sendo a caverna dos dias de hoje.
É, ao meu ver um exemplo de paradigma, mas eu gosto mais de um outro exemplo que é o seguinte:
Certa vez cientistas colocaram em uma jaula quatro macacos. Nesta jaula havia bem no meio um poste, e no alto do poste os cientistas colocaram um cacho de bananas.
Um macaco, ao ver as bananas, subiu no poste, e, quando estava quase chegando nas bananas, foi derrubado por um potente jato de água gelada, que molhou os demais macacos. E assim foi com o segundo, terceiro e quarto macacos, subindo e caindo, e a água gelada molhando todos eles. Foi então retirado o primeiro macaco e colocado um novo macaco no lugar dele. Este novo macaco ao ver as bananas, subiu no poste, e teve o memso destino que os outros, e os outros foram molhados também. E os demais macacos originais foram sendo trocados por macacos novos e a história foi se repetindo até que não houvesse mais nenhum macaco original na jaula. Foi colocado então um quinto macaco, que ao tentar subir, foi agredido pelos macacos que já estavam na jaula. O resultado? Os macacos sabiam que não podiam subir no poste, mas não sabiam porque. Estava criado um paradigma.
O que éo a caverna? O mundo em que vivemos. Que são as sombras das estatuetas? As coisas materiais e sensoriais que percebemos. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz exterior do sol? A luz da verdade. O que é o mundo exterior? O mundo das idéias verdadeiras ou da verdadeira realidade. Qual o instrumento que liberta o filósofo e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A dialética. O que é a visão do mundo real iluminado? A Filosofia. Por que os prisioneiros zombam, espancam e matam o filósofo (Platão está se referindo à condenação de Sócrates à morte pela assembléia ateniense)? Porque imaginam que o mundo sensível é o mundo real e o único verdadeiro.
A réstia de luz que projeta as sombras na parede é um reflexo da luz verdadeira (as idéias) sobre o mundo sensível. Somos os prisioneiros. As sombras são as coisas sensíveis que tomamos pelas verdadeiras. Os grilhões são nossos preconceitos, nossa confiança em nossos sentidos e opiniões.
O instrumento que quebra os grilhões e faz a escalada do muro é a dialética. O prisioneiro curioso que escapa é o filósofo. A luz que ele vê é a luz plena do Ser, isto é, o Bem, que ilumina o mundo inteligível como o Sol ilumina o mundo sensível.
O retorno à caverna é o diálogo filosófico. Os anos despendidos na criação do instrumento para sair da caverna são o esforço da alma, descrito na Carta Sétima, para produzir a “faísca” do conhecimento verdadeiro pela “fricção” dos modos de conhecimento.
Conhecer é um ato de libertação e de iluminação.O MITO DA CAVERNA apresenta a dialética como movimento ascendente de libertação do nosso olhar que nos libera da cegueira para vermos a luz das idéias.
Mas descreve também o retorno do prisioneiro para ensinar aos que permaneceram na caverna como sair dela. Há, assim, dois movimentos: o de ascensão (a dialética ascendente), que vai da imagem à crença ou opinião, desta para a matemática e desta para a intuição intelectual e à ciência; e o de descensão (a dialética descendente), que consiste em praticar com outros o trabalho para subir até a essência e a idéia.
Aquele que contemplou as idéias no mundo inteligível desce aos que ainda não as contemplaram para ensinar-lhes o caminho. Por isso, desde Mênon, Platão dissera que não é possível ensinar o que são as coisas, mas apenas ensinar a procurá-las.
Para aqueles homens, a realidade não passava de um grupo de sombras. Mas se um deles se libertasse e saísse da caverna, se defrontaria com a ofuscante luz do sol, até conhecer um mundo infinitamente lúcido e rico. Haveria, então, dois mundos. O “visível” – dentro do qual a maior parte da humanidade está presa, condenada ao império dos sentidos. E o “inteligível”, pertencente aos que superam a ignorância do nascimento e encontram a luz, no reino da inteligência, dominado pela razão.
Na caverna da modernidade os “zumbisapiens” sobrevivem. Seres cria-dores das multidões de prédios, carros, bombas e, principalmente, dos sarcófagos metropolitanos nos quais se entorpecem da droga, que mais os aniquila: a clareza e racionalizada civilização.
Presos aos grilhões de nossos preconceitos progressistas, atuamos como dominadores da natureza e não como parte dela. Somos os prisioneiros de uma gruta donde não repomos o que colhemos. Por meio da transparência da informação estamos cada vez mais cegos na opacidade do sistema.
Vivemos em um mundo distraídos das coisas mais importantes. Vivemos com as máscaras moldadas em rostos escravizados pela ditadura estética do consumo, desfocados nas sombras do redemoinho das cidades.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

POR QUE - PORQUE - POR QUÊ - PORQUÊ

O uso dos porquês
O uso dos porquês é um assunto muito discutido e traz muitas dúvidas. Com a análise a seguir, pretendemos esclarecer o emprego dos porquês para que não haja mais imprecisão a respeito desse assunto.
1) Por que
O por que tem dois empregos diferenciados:
Quando for a junção da preposição por + pronome interrogativo ou indefinido que, possuirá o significado de “por qual razão” ou “por qual motivo”:
Exemplos:
Por que você não vai ao cinema? (por qual razão)
Não sei por que não quero ir. (por qual motivo)
Quando for a junção da preposição por + pronome relativo que, possuirá o significado de “pelo qual” e poderá ter as flexões: pela qual, pelos quais, pelas quais.
Exemplo:
Sei bem por que motivo permaneci neste lugar. (pelo qual)

2) Por quê
Quando vier antes de um ponto, seja final, interrogativo, exclamação, o por quê deverá vir acentuado e continuará com o significado de “por qual motivo”, “por qual razão”.
Exemplos:
Vocês não comeram tudo? Por quê?

Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro.

3) Porque
É conjunção causal ou explicativa, com valor aproximado de “pois”, “uma vez que”, “para que”.
Exemplos:
Não fui ao cinema porque tenho que estudar para a prova. (pois)
Não vá fazer intrigas porque prejudicará você mesmo. (uma vez que)

4) Porquê
É substantivo e tem significado de “o motivo”, “a razão”. Vem acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.
Exemplos:
O porquê de não estar conversando é porque quero estar concentrada. (motivo)
Diga-me o porquê para não fazer o que devo. (uma razão)






sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Regras de Acentuação Gráfica



De acordo com o Novo Acordo Ortográfico, em vigor desde 2009, temos a seguir as regras de acentuação gráfica.

Monossílabos tônicas: Acentuamos todas as palavras monossílabas tônicas terminadas em a(s), e(s), o(s).
Pá, pós, já, pés.

Os ditongos monossilábicos abertos éi(s), éu(s), ói(s) também são acentuados: Céu, véu, dói, réis.

Palavras oxítonas: 
Acentuamos as oxítonas terminadas em a(s), e(s), o(s), em/ens.
Amapá, compôs, reféns, bambolê.

Nas palavras oxítonas, os ditongos abertos éi(s), éu(s), ói(s) também são acentuados: Herói, troféus, papéis.

Oxítonas terminadas em i(s) e u(s) também são acentuadas: Piauí, tuiuiú.

Palavras paroxítonas: 
Acentuamos as paroxítonas terminadas em l, n, r, x, i(s), u(s), ps, ã(s), ão(s), um(uns).
Lavável, pólen, repórter, tórax, lápis, bônus, bíceps, ímãs, sótão, álbum.

Paroxítonas terminadas em ditongos orais (seguidos ou não de s) também são acentuadas.
Vácuo, insônia, subúrbio.

Atenção    Ditongos abertos éi(s), ói(s), éu(s) não são mais acentuados nas palavras paroxítonas.
Ideia, apoia, colmeia, assembleia, jiboia

Atenção     Não utilizamos mais acentos no i e no u quando, nas palavras paroxítonas, estas letras vierem depois de um ditongo.
Feiura, baiuca, bocaiuva.

Palavras proparoxítonas:
Todas as proparoxítonas são acentuadas.   Matemática, trânsito, farmacêutico, estético.

Letras I e U na segunda vogal do hiato
Estas letras receberão acento se estiverem sozinhas na sílaba, na segunda vogal do hiato e sem nh após estas letras.   Caída, traíram, faísca, carnaúba.

Atenção       É preciso, no entanto, ficar atento às regras de I e U para as oxítonas e paroxítonas antes de acentuar palavras que se encaixem nesta regra.

Verbos ter e vir
Na terceira pessoa do plural destes verbos, estas palavras serão acentuadas.   Eles têm, eles vêm.
Nos derivados de ter e vir (manter, intervir, convir, etc) a terceira pessoa do singular terá acento agudo e a terceira pessoa do plural terá acento circunflexo.    Ele mantém, eles intervêm.

Acentos diferenciais
Os acentos diferenciais serão obrigatórios nas palavras pôr (verbo) e pôde (passado do verbo poder).
O acento diferencial é opcional somente em dêmos/demos (presente subjuntivo do verbo dar) e fôrma/forma (recipiente).    

Palavras com as repetições oo, ee      Não são acentuadas.   Voo, veem, perdoo.